Disfunções Sexuais | Andrologia

 

A andrologia reúne diversos problemas da saúde masculina, desde adolescentes até idosos. É um tema muito delicado, pois quase a totalidade desses pacientes evitam falar dos seus problemas sexuais com amigos ou pessoas próximas. Além disso, 75% dos homens com alguma disfunção sexual não vão ao médico buscar por ajuda por vergonha ou considerar que seu problema é “normal”.

Disfunção Erétil

É um problema muito comum na população masculina, podendo chegar a acometer 50% dos homens ao longo da vida. É quando o paciente considera que não está tendo uma ereção satisfatória, prejudicando o prazer durante o sexo e até mesmo a penetração. Há diversas causas de disfunção erétil. As causas emocionais ou psicológicas são relacionadas com ansiedade, estresse ou problemas em relacionamentos prévios. Podem ser de causas vasculares, quando há prejuízo da quantidade de sangue que chega para começar ou manter a ereção. Neurológicas, quando o paciente tem alguma doença que prejudica o estímulo ou a sensibilidade peniana. Podem ser também devido a deficiência de Testosterona, o hormônio masculino.

 

Há diversas outras doenças que influenciam bastante na função erétil. As principais são Diabetes, Hipertensão Arterial, Infarto, AVC, Tabagismo e uso de drogas. 

 

Além de uma boa conversa para melhor compreensão do problema do paciente, o tratamento pode ser resumido em 3 pilares:

  • Medicações vasodilatadoras orais

  • Medicações intracavernosas (injetáveis)

  • Próteses penianas

 

O objetivo é sempre deixar o paciente satisfeito com a qualidade da sua ereção, tendo prazer durante o sexo.

 

Distúrbios Ejaculatórios

 

São qualquer dificuldade na ejaculação, sendo uma das formas mais comuns de disfunção sexual.

 

  • Ejaculação Precoce

É o distúrbio ejaculatório mais comum, principalmente quando falamos de homens jovens e saudáveis. O homem não consegue controlar a ejaculação e chega rapidamente ao orgasmo, em alguns casos antes até da penetração. Tradicionalmente, era diagnosticado quando havia a ejaculação em até 1-3 minutos de penetração. Contudo, cada vez mais tem se utilizado o critério de um tempo ejaculatório insuficiente para o paciente/parceira, trazendo problemas como aborrecimento ou frustração. Tem importante associação com fatores psicológicos, como ansiedade, estresse ou medo.

 

  • Ejaculação Retardada

O problema aqui é a demora para a ejaculação, mesmo com desejo e ereção normais, causando um transtorno no paciente ou parceira. Pode chegar a um ponto em que o homem não consegue ejacular. As principais causas são fatores psicológicos, medicamentos, abuso de álcool e drogas, distúrbios hormonais, diabetes, doenças neurológicas e cirurgias pélvicas.

 

  • Ejaculação Retrógada

Há a penetração com orgasmo e ejaculação, mas o esperma vai para a bexiga no lugar de sair pelo pênis. Ele é eliminado posteriormente com a urina. As principais causas são pós-cirúrgicas, diabetes, medicamentos, e problemas neurológicos como esclerose múltipla e lesões de coluna.

 

Deficiência Androgênica (Deficiência de testosterona)

 

Acontece com a diminuição da produção de Testosterona (hormônio masculino) e pode ser causada por problemas testiculares, do eixo hormonal (hipófise/hipotálamo), genéticos ou uso de drogas e medicações ou que inibam a produção testicular. 

Uma das causas mais prevalentes é a chamada DAEM (Disfunção Androgênica do Envelhecimento). É popularmente conhecida como “andropausa”, mas eu não gosto do termo por passar uma ideia de que acontece com todos os homens, o que não é verdade. Pode ocorrer uma diminuição da produção de testosterona causando um conjunto de sinais e sintomas como: diminuição da libido, disfunção erétil, diminuição da força e massa muscular, diminuição da resistência física, comprometimento de memória e funções cognitivas, depressão e irritabilidade

A melhor maneira de prevenir os sintomas é corrigir os fatores de risco: obesidade, pressão alta, diabetes, sedentarismo, excesso de álcool e tabagismo. 

Pode ser tratado por medicamentos que estimulam a produção de testosterona pelo próprio paciente ou por reposição de testosterona externa, porém sempre com atenção e monitoramento. A Terapia de Reposição de Testosterona requer vários cuidados, principalmente em relação a fertilidade e problemas da próstata. 

DR. BRUNO CASTELO

CRM CE 16.185   RQE 11557

Sou médico Urologista em Fortaleza/CE com aperfeiçoamento em Cirurgia Robótica. Aqui você encontra informações confiáveis sobre doenças, procedimentos e cirurgias nas quais atuo.