Uro-Oncologia

 

O câncer é uma doença comum em urologia, tendo algumas das neoplasias mais comuns na população. Felizmente, eles têm altos índices de cura quando é feito o diagnóstico precoce. Conheça aqui alguns dos principais tumores urológicos.

Câncer de Próstata

 

O câncer de próstata é o tumor mais comum nos homens e a segunda causa de morte por câncer. Quando é feito o diagnóstico inicial, a chance de cura é muito alta. A dificuldade disso é que, inicialmente, ele pode não causar sintoma algum. Por isso é importante que seja feito o rastreio adequado desse tumor na população masculina. A recomendação da Eropean Association of Urology é que seja feita em homens acima de 50 anos ou acima de 45 anos se tiver história familiar positiva ou forem da raça negra. 

O toque retal, PSA e a Ressonância da Próstata são ferramentas muito importantes na suspeita. Contudo, apenas a bióspia da próstata confirma o diagnóstico.

De acordo com o caso de cada paciente, há diversas opções de tratamento como a vigilância ativa, radioterapia, Hi-Fu (High-Intensity Focused Ultrasound) e cirurgia radical. As técnicas cirúrgicas tem se aperfeiçoado bastante nos últimos anos, principalmente com o início da Cirurgia Robótica. Ela possibilita uma cirurgia minimamente invasiva, bem mais precisa e delicada, proporcionando uma recuperação mais precoce com menores taxas de complicações.

Câncer de Bexiga

 

O câncer de bexiga afeta principalmente homens e mulheres a partir dos 50 anos. O principal fator de risco é, sem dúvidas, o tabagismo. Os pacientes podem permanecerem assintomáticos, mas o sintoma mais comum é a sangue na urina (hematúria). Pode haver dor ao urinar e frequência miccional aumentada.

Sempre que houver sangue visível na urina deve-se ser investigado com exame de imagem para excluir um tumor de bexiga. Pode ser realizado Ultrassom, Tomografia computadorizada ou Ressonância magnética.

O tratamento é baseado na profundidade e acometimento da lesão. A maioria dos casos será submetida a uma ressecção endoscópica da bexiga (minimamente invasiva). Algumas vezes é necessário a aplicação de BCG após a ressecção do tumor. 

Em casos que ocorre acometimento da musculatura da bexiga, pode ser necessária a retirada da bexiga seguida da reconstrução do trato urinário. 

Câncer de Testículo

É o tumor mais frequente do homem jovem. Corresponde a 5% do total de casos de câncer urológicos entre os homens. O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo duro ou simplesmente aumento de volume testicular. O tumor de testículo costuma ter crescimento rápido e deve ser avaliado por um Urologista sem demora. O diagnóstico é feito pelo exame físico, associado a achados de ultrassom e exames laboratoriais. 

O tratamento é cirúrgico e em alguns casos pode ser complementado com quimioterapia ou radioterapia. Como acomete homens jovens, a preservação da fertilidade é um tema importante antes do tratamento, sendo recomendada a criopreservação de espermatozóides em homens sem prole constituída.

Câncer de Rim

 

Os tumores renais são bem comuns, na maioria dos casos assintomáticos. O seu diagnóstico precoce aumentou devido a maior disponibilidade e realização de exames de imagem como ultrassom e tomografia. As lesões podem ser sólidas ou císticas, e seu tratamento deve ser individualizado e discutido com o paciente. Quando há suspeita de lesão maligna, o tratamento é cirúrgico. No caso de lesões menores, pode ser feita a Nefrectomia Parcial, retirando apenas o tumor e poupando o rim. Esta é mais uma situação cirúrgica em que a Cirurgia Robótica auxilia de forma significativa.

Câncer de Pênis

 

O câncer de pênis é raro, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Os principais fatores de risco são higiene precária, fimose, doenças sexualmente transmissíveis e infecção por HPV (principalmente subtipos 16 e 18), tabagismo e balanopostite de repetição.

A manifestação clínica mais comum deste tipo de câncer é de uma ferida ou úlcera persistente.  O tratamento na maioria dos casos é cirúrgico e deve ser realizado de forma precoce para que haja maior preservação do órgão. 

 

Tumores de Adrenal

 

As glândulas adrenais (ou suprarrenais) estão logo acima dos rins. Elas têm a função de produzir diversos hormônios como a adrenalina, corticoides, testosterona. 

Geralmente, os tumores de adrenal são achados em exames de rotina e são conhecidos como incidentalomas, devido a diversas vezes serem achados incidentais em exames de imagem e não apresentarem riscos.

Porém, as lesões devem ser sempre investigadas para se determinar se há produção excessiva de substâncias / hormônios que possam prejudicar o organismo ou mesmo se há risco de ser um câncer de adrenal. A investigação deve ser feita com uma tomografia computadorizada e/ou ressonância nuclear magnética associada a exames de sangue.

O câncer de adrenal é raro, mas é um tumor grave. Lesões maiores são consideradas de alto risco de câncer e a maioria desses pacientes necessita de tratamento cirúrgico. Os pacientes com tumores menores e não-funcionantes podem ser avaliados periodicamente com dosagem de hormônios e exames de imagem, sem necessidade de cirurgia.

Pacientes com nódulo de adrenal devem ser sempre avaliados e seguidos por um urologista.

DR. BRUNO CASTELO

CRM CE 16.185   RQE 11557

Sou médico Urologista em Fortaleza/CE com aperfeiçoamento em Cirurgia Robótica. Aqui você encontra informações confiáveis sobre doenças, procedimentos e cirurgias nas quais atuo.